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junho 02, 2008
Terceiro Canto, IV
Vi-te na rua, entre os ares frescos
do dia novo como uma flecha:
a pluma tão valente quanto a seta,
o corpo forte e moço de madeira
que posto entre uma e a outra as conecta.
Segui-te à toa na avenida reta,
Qual se te visse pela vez primeira.
Ias umedecendo o mundo seco.
Eu quis me retirar para uma mecha
do teu cabelo, longe das incertas
monotonias de segunda-feira,
de qualquer segurança irrequieta:
Seguir-te-ia em teu andar sem meta,
Fosses a um deserto ou uma geleira.
Posted by Igor at junho 2, 2008 12:32 PM