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maio 21, 2008

Caras que você deveria conhecer [2]: Chris Isaak

Chris Isaak.jpg
No meu primeiro post aqui no Outros falei sobre Chris Isaak. E como se deu essa afinidade? Bem, procurando coisas pra baixar, me dei conta que tudo que tinha escutado dele tinha gostado bem, então nada mais justo do que procurar seus discos (thanks Rapidshare!). Não me decepcionei. É muito fácil, pela aparência e até pela temática, colocar o cara numa onda revival, ou simplesmente rockabilly. Apesar de claramente influenciado, é muito mais do que isso. Mesmo com essa cara de capa de caderno Click na maioria das fotos, dê uma chance ao rapaz...
Adoro rock and roll em praticamente todas as suas vertentes, e quando descobri um cara que emulava Elvis e Roy Orbison, era fã de Ramones (ele dá um depoimento no primeiro VHS (sim, VHS) oficial da banda, “Lifestyles of Ramones”, numa banca perto de você), cool até dizer chega, talentoso, com uma baita banda e ainda por cima soando moderno? Oh yeah, baby!
A voz é realmente o maior, mas não único, trunfo do cara. Os Silvertones, banda que o acompanha há tempos (aliás, mesmo nome do primeiro disco dele), é muito boa também. A escolha dos temas, as letras, os arranjos... tudo muito bem dosado. Moderno sem ser pretensioso. Clássico sem aquele ranço de coisa ultrapassada. Pra ouvir lendo, dirigindo, namorando, conversando, fazendo faxina em casa... very nice!
A mais conhecida dele, Wicked Game, passou até cansar, no fim dos anos 80 (é de 89, do Heart Shapped World) – vira e mexe, nessas listas de “clips mais sexys”, ele aparece (ainda por cima o cara casou com a modelo do clip, saca só). Depois viria o San Francisco Days, de 93.
Vem sempre lançando bons discos. Destaque para o Forever Blue, de 95 (onde, dizem, levou um chifraço da muié e ficou sorumbático uns tempos. A faixa título é um primor de tristeza, linda. E, pra não deixar dúvidas, o single (com clip censurado) fantástico Baby Did a Bad Bad Thing. Graduation Day e sua fotografia monocromática também é muito bom. Flying. Blue Hotel, do seu segundo disco, também é jóia. E aparece numa dessas compilações da MTV "Unplugged", volume 1 ou 2, creio.
Outro disco legal é o Baja Sessions, de 96. Mais calmo, numas de surfista, parece que já recuperado do chif...oops, baque. Pretty Girls Don’t Cry, Only The Lonely (me perdoe, Roy, mas o cara reduziu sua versão original a pó). Tem o Speak of the Devil, de 99, com destaque para a faixa título, o Always Got Tonight (2002) e o Christmas, só com canções natalinas, de 2004.

Chris isaak baja.jpg

Grande som, grande som!

(Rodrigo Rover, convidado do A Postos e dono do Seleta de Prosa)

Posted by at maio 21, 2008 06:17 PM

Comments

Não conheço muito do moço, além de Wicked Games e I Wonder. Mas algum tempo atrás assisti a uma entrevista dele no Craig Ferguson, que adoro, e fiquei muito impressionada. A entrevista foi engraçadíssima, Chris Isaak sabe rir de si mesmo como ninguém. E isso sempre me conquista!
Vou ver se acho no YouTube e mando o link.

Posted by: Anna at maio 21, 2008 07:39 PM

Aqui ó: http://br.youtube.com/watch?v=MAJy0gkbrJw

Posted by: Anna at maio 21, 2008 07:46 PM

cara de caderno click foi a melhor! direto dos anos 80! e chris isaack? bah, a melhor descoberta dos ultimos tempos! :)

Posted by: thais at maio 22, 2008 01:55 AM

Mais um que aprendi a gostar muito graças ao Rover.

Posted by: Sefir at maio 23, 2008 01:36 PM

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